Ensinar é tornar a própria presença dispensável
Existe um momento no trabalho de um treinador que deveria dar orgulho. O aluno percebe por conta própria algo que antes dependia de uma orientação sua. Ele reconhece o esforço, entende para que serve uma tarefa e sabe como ajustar o combinado quando a semana muda.
Compartilhe o raciocínio
Dizer o que fazer resolve a próxima repetição. Explicar o que observar ajuda o aluno a participar da próxima decisão. Antes de uma série, combine um critério concreto, como manter o controle na descida até o final. Depois, peça que a pessoa descreva o que sentiu e compare a percepção dela com a sua observação.
Dê espaço para decidir
A autonomia pode começar com uma escolha pequena. Se a execução perder consistência, ofereça duas alternativas adequadas ao objetivo e peça que o aluno explique qual faz sentido naquele dia. O treinador continua orientando a progressão e passa a conhecer melhor a leitura que o aluno faz do próprio corpo.
Observe o que o aluno consegue levar consigo
Um sinal de aprendizagem aparece quando a pessoa explica com as próprias palavras o que está treinando. Outro aparece quando ela consegue reorganizar uma sessão dentro dos limites combinados, mesmo numa semana corrida. São decisões que começam na academia e podem acompanhar o aluno quando o treinador estiver longe.
Essa é a ideia que abre a série de dez vídeos sobre Reengenharia Humana. Quero que as pessoas saiam do treino se reconhecendo mais capazes e levando consigo critérios que possam usar em outros momentos da vida.




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